28.3.06

O Cachorro e o Coelho

Eram dois vizinhos. Um deles comprou um coelho para os filhos.
Os filhos do outro vizinho também quiseram um animal de estimação. O homem comprou um filhote de pastor alemão.

Conversa entre os dois vizinhos:
- Ele vai comer o meu coelho!
- De jeito nenhum. O meu pastor é filhote. Vão crescer juntos, "pegar" amizade...

E, parece que o dono do cão tinha razão. Juntos cresceram e se tornaram amigos. Era normal ver o coelho no quintal do cachorro e vice-versa. As crianças, felizes com os dois animais. Eis que o dono do coelho foi viajar com a família e o coelho ficou sozinho.

No domingo, à tarde, o dono do cachorro e a família tomavam um lanche quando, de repente, entra o pastor alemão com o coelho entre os dentes, imundo, sujo de terra, morto. Quase mataram o cachorro de tanto agredi-lo, o cão levou uma surra! Dizia o homem:

- O vizinho estava certo, e agora? Só podia dar nisso!
Mais algumas horas e os vizinhos iam chegar. E agora?! Todos se olhavam. O cachorro, coitado, chorando lá fora, lambendo os seus ferimentos.

- Já pensaram como vão ficar as crianças?

Não se sabe exatamente quem teve a idéia, mas parecia infalível:
- Vamos lavar o coelho, deixá-lo limpinho, depois a gente seca com o secador e o colocamos na sua casinha.

E assim fizeram. Até perfume colocaram no animalzinho. Ficou lindo, parecia vivo, diziam as crianças. Logo depois ouvem os vizinhos chegarem. Notam os gritos das crianças.

- Descobriram!
Não passaram cinco minutos e o dono do coelho veio bater à porta, assustado. Parecia que tinha visto um fantasma.

- O que foi? Que cara e essa?
- O coelho, o coelho...
- O que tem o coelho?
- Morreu!
- Morreu? Ainda hoje à tarde parecia tão bem.
- Morreu na sexta-feira!
- Na sexta?
- Foi antes de viajarmos, as crianças o enterraram no fundo do quintal e agora reapareceu!

A história termina aqui. O que aconteceu depois não importa. Mas o grande personagem desta história é o cachorro. Imagine o coitado, desde sexta-feira procurando em vão pelo seu amigo de infância. Depois de muito farejar, descobre o corpo morto e enterrado. O que faz ele... Provavelmente com o coração partido, desenterra o amigo e vai mostrar para seus donos, imaginando fazer ressuscitá-lo. E o ser humano continua o mesmo, sempre julgando os outros...

Outra lição que podemos tirar desta história é que o homem tem a tendência de julgar os fatos sem antes verificar o que de fato aconteceu.

Quantas vezes tiramos conclusões erradas das situações e nos achamos donos da verdade?
Mario Prata

14.3.06

Fragmentos de um Eu

Trancado, com medo da luz que desapareceu
Realizo que foi apenas o dia que escureceu
E na noite surgiu o brilho de uma estrela
"É tão linda" -- como poderia um dia esquecê-la?

Um fragmento brilhante; no céu, inigualado.

Essa memória que não sei se é sonho ou real
Me diz que o dia de hoje é como qualquer - sempre igual
É verdade: quem me diz isso é este passado
Que faz parte de mim sem que eu nunca o tenha conquistado.

Um fragmento cansado; do mundo, o passado.

Provo o doce amargo sabor da desilusão
Descubro que nem sempre de trevas se faz a escuridão
E essa luz falsa me engana com um sorriso sem graça
Que com medo de me perder, sem carinho me abraça.

Um fragmento sem cor; de uma jóia, falsificado.

Quem é que precisa de mim e do que sei fazer?
Sou eu me enganando sem parceber
Acreditando que posso ser especial ou diferente
Quando na verdade tudo é fruto da minha mente.

Um fragmento de esperança; de uma vida, roubado.

Mas tenho certeza que eu posso me perdoar
Porque decidi naquilo que queria acreditar
Pensei estar certo e resolvi nunca hesitar
Mas não importa pra onde vou ...
Você sabe onde é que eu vou estar.

Um fragmento que fala sem palavras; meu, compartilhado.

Pois parte de mim mora dentro de ti
Sei que conhece muito daquilo que vi
Compartilhamos momentos enquanto vivi
Eu vivo em cada um ao meu redor...
Às vezes pior, outras, melhor.

Um fragmento único; meu, em você, comparado.

Altieres Rohr

8.3.06

Os Estatutos do Homem

Os Estatutos do Homem
(Ato Institucional Permanente)
A Carlos Heitor Cony


Artigo I
Fica decretado que agora vale a verdade.
Agora vale a vida e de mãos dadas, marcharemos todos pela vida verdadeira.

Artigo II
Fica decretado que todos os dias da semana, inclusive as terças-feiras mais cinzentas, têm direito a converter-se em manhãs de domingo.

Artigo III
Fica decretado que, a partir deste instante, haverá girassóis em todas as janelas, que os girassóis terão direito a abrir-se dentro da sombra;
e que as janelas devem permanecer, o dia inteiro, abertas para o verde onde cresce a esperança.

Artigo IV
Fica decretado que o homem não precisará nunca mais duvidar do homem.
Que o homem confiará no homem como a palmeira confia no vento, como o vento confia no ar, como o ar confia no campo azul do céu.

Parágrafo único:
O homem confiará no homem como um menino confia em outro menino.

Artigo V
Fica decretado que os homens estão livres do jugo da mentira.
Nunca mais será preciso usar a couraça do silêncio nem a armadura de palavras.
O homem se sentará à mesa com seu olhar limpo porque a verdade passará a ser servida antes da sobremesa.

Artigo VI
Fica estabelecida, durante dez séculos, a prática sonhada pelo profeta Isaías, e o lobo e o cordeiro pastarão juntos e a comida de ambos terá o mesmo gosto de aurora.

Artigo VII
Por decreto irrevogável fica estabelecido o reinado permanente da justiça e da claridade, e a alegria será uma bandeira generosa para sempre desfraldada na alma do povo.

Artigo VIII
Fica decretado que a maior dor sempre foi e será sempre não poder dar-se amor a quem se ama e saber que é a água que dá à planta o milagre da flor.

Artigo IX
Fica permitido que o pão de cada dia tenha no homem o sinal de seu suor.
Mas que sobretudo tenha sempre o quente sabor da ternura.

Artigo X
Fica permitido a qualquer pessoa, qualquer hora da vida, uso do traje branco.

Artigo XI
Fica decretado, por definição, que o homem é um animal que ama e que por isso é belo, muito mais belo que a estrela da manhã.

Artigo XII
Decreta-se que nada será obrigado nem proibido, tudo será permitido, inclusive brincar com os rinocerontes e caminhar pelas tardes com uma imensa begônia na lapela.

Parágrafo único:
Só uma coisa fica proibida: amar sem amor.

Artigo XIII
Fica decretado que o dinheiro não poderá nunca mais comprar o sol das manhãs vindouras.
Expulso do grande baú do medo, o dinheiro se transformará em uma espada fraternal para defender o direito de cantar e a festa do dia que chegou.

Artigo Final.
Fica proibido o uso da palavra liberdade, a qual será suprimida dos dicionários e do pântano enganoso das bocas.
A partir deste instante a liberdade será algo vivo e transparente como um fogo ou um rio, e a sua morada será sempre o coração do homem.

Thiago de Mello
Santiago do Chile, abril de 1964

Os estatutos do homem. Lisboa: Ed. Itaú, 1973.
Os Estatutos do Homem, divulgação do Correio da Unesco, tradução para mais de trinta idiomas, 1982.


8.2.06

E por falar em flores...

Gaia


Uma flor, quando desabrocha, jogando suas pétalas para além de si mesma, emana luz e perfume em todas as direções.

Neste exercício de expansão, ela cumpre sua tarefa, levando cor e alegria a muitas criaturas, enfeitando o mundo e convidando todos ao agradecimento a Deus, o criador de toda essa beleza. Porém, em toda sua pureza (e fragilidade), ela também se expõe a todas as intempéries do universo, a todas as agressões da própria natureza, seu berço e sua morada, sua origem e seu destino.

Ainda assim, sem medo, ela se ergue em busca de luz e calor, e se deixa sacudir pelo ar que se move à sua volta, ou queimar pelo sol que arde no topo do céu, ou surrar pela chuva que despenca pesada das nuvens.

Sem hesitar, ela se doa, completa e irrestritamente, ao mundo e aos seres, cumprindo a missão para a qual foi criada. E, nessa jornada, ela acaba também por murchar, secar e morrer, apagando seu brilho no mundo das formas, para espalhar sua essência no mundo mais sutil, consciente de que, cumprida a missão, ela mais nada tem a fazer aqui.

Sua existência, neste plano, é efêmera e transitória, mas ela não se importa e se entrega, de corpo e alma, ao seu destino, na certeza instintiva de que continuará vivendo e existindo em outras instâncias, mais puras, mais sutis.

Ela sabe que sua presença nesse plano não é eterna e, talvez, por isso mesmo, ela aproveita ao máximo este momento, explodindo em vitalidade, consumindo-se em sua própria alegria de viver e existir no universo de Deus, entregando-se completamente àquilo que justifica sua existência e que, ao mesmo tempo, a destruirá, mas a fará eternamente feliz.

Todo serviço que se presta ao outro é como uma flor de luz no jardim espiritual da humanidade. E exatamente como uma flor, cresce, abre-se, expande-se e projeta-se para além de si mesmo, levando luz e perfume espiritual, como consolo, esclarecimento, esperança e amor a muitas consciências que gravitam inconscientes em torno do ilusório mundo das formas, sem se dar conta da real finalidade de sua própria existência.

Mas, também como uma flor, ao cumprir seu objetivo, ele também se expõe às agressões do meio em que está plantado, às intempéries emocionais e energéticas geradas pelas mentes desequilibradas que se sentem atraídas por sua luz ou por aquelas que se julgam lesadas por ela, sofrendo com esta ação.

Como a flor, ele também se desgasta, murcha e morre para o meio em que nasceu. Sua existência também é efêmera e transitória. Ele também não é eterno. Nada é para sempre.

Por isso, é importante que, como a flor bela e delicada, todo aquele que presta um serviço de ajuda ao próximo tenha consciência da transitoriedade de seu trabalho, de sua fragilidade, de sua sensibilidade ao meio em que existe e no qual atua.

É preciso que saiba que, por mais tempo que resista, sua existência é limitada e representa apenas uma faísca em todo o contexto da criação. Uma faísca importante naquele momento, mas apenas uma faísca.

É preciso que esteja consciente dessa transitoriedade e não se prenda ao seu funcionamento ou à sua existência, pois ele existe para mudar as pessoas e, quando as pessoas mudarem, ele não mais será necessário e deixará de existir para dar lugar a outras formas de serviço, a outros tipos de trabalho.

É necessário que esteja alerta para o momento que, mesmo fugaz, tem sua beleza e seu valor para o universo, e ficará registrado indelevelmente na mente do universo, mas não no coração dos seres humanos.

A humanidade precisa e vai mudar. Este é o seu destino. E com ela, mudarão os serviços que se devem prestar a ela. Que aqueles que prestam estes serviços não se entristeçam quando seu trabalho não for mais necessário, pois este será um motivo de alegria, não de tristeza.

A cada degrau galgado, novas necessidades surgirão e novas fronteiras deverão ser traçadas, novos limites deverão ser ultrapassados, novas propostas deverão ser feitas, para que outros degraus sejam galgados e todos possamos continuar a caminhar.

A cada flor que morre, um fruto nasce e, dentro dele, novas sementes, promessas de vida, surgem, trazendo a renovação, justamente o cumprimento da promessa de que a flor continuará existindo, ainda que não em sua forma original.

A flor se desintegra, as energias que dão forma à sua estrutura física se desagregam para se reorganizar em outras formas de vida, para que a sua própria espécie continue. E nesse processo, ela não hesita um segundo, ela não vacila, ela não pensa, ela não deixa de se entregar em um átomo sequer, instintivamente.

A cada serviço ao próximo que se deixa para trás, outro surge mais adiante, mostrando que a renovação continua, que estamos todos caminhando, que não estamos parados e que continuamos todos precisando uns dos outros, uns dos serviços dos outros, uns das mãos dos outros.

Um desaparecimento nunca é o fim de algo que existe, mas o começo de algo que deve existir logo a seguir. É só uma questão de deixar de olhar para trás e passar a olhar para frente, fixando o caminho a ser percorrido.

Nada, na verdade, desaparece ou se desfaz, apenas se desintegra, reorganiza e recicla para ressurgir, mais adiante, em algo novo, a serviço das necessidades do momento que se vive.



Maísa Intelisano
IPPB – Instituto de Pesquisas Projeciológicas e Bioenergéticas

10.1.06

Cruzada

Catedral

Apesar do cunho social/religioso do filme Cruzada (Kingdom of Heaven) e também da dura análise dos críticos e de alguns cinéfilos, como ser plágio da história de certo livro, de parte da trilha sonora ser de outro filme, má iluminação, falta de ação, de algumas personagens estarem na época e situação errada e tudo mais que os profissionais da área se preocupam, essa semana eu assisti o filme e gostei de uma forma geral. Não posso fazer nenhuma análise, pois sou apenas uma mera espectadora. Porém é de meu costume, não só com filmes, mas com livros e textos também, observar, descobrir e tentar entender a mensagem que “aquela obra”, ou seja, que o autor quer passar ao público e com isso, eu acabo por muitas por muitas vezes encontrando mensagens lindas (ou não).

Alguns trechos das “falas” e/ou diálogos de Cruzada (Kingdom of Heaven), me despertaram bastante a atenção... Acho que vale a pena ler e refletir...

Sugestão: leia com a mente e com o coração e não acredite nas palavras que seus olhos vêm.

Bjs


Eis os trechos...

Inscrição entalhada na viga da ferraria
"Que homem é um homem que não torna o mundo melhor?"

Godfrey e Balian de Ibelin
(...)
Godfrey: -Você não sabe o que há na Terra Santa... É um mundo novo. Um homem que na França não tem um lar é na Terra Santa o mestre de uma cidade. Aquele que não é o mestre de uma cidade mendiga na sarjeta. Lá no fim do mundo, você não é o que nasceu, mas o que tem dentro de si pra ser.
Seja qual for a sua posição, está em minha casa e isso significa que irá servir ao Rei de Jerusalém.
Baliam: -O que o rei espera de um homem como eu?
Godfrey: -Um mundo melhor que já mais se viu. Um reino de consciência. Um reino do céu. A paz entre Cristãos e mulçumanos. Nós vivemos juntos... Ou entre Saladino e o Rei que nós almejarmos. Acha que isso leva ao fim da cruzada?
Baliam: - Não...
Godfrey: -Sim leva! (...)

Cavaleiro Hospitalário
(...) Não aposte em religião. Através da religião eu vi os mais variados fanatismos serem chamados de “a vontade de Deus”.
A santidade está na ação justa e na coragem de quem não pode defender a si mesmo e a bondade que Deus deseja, está na mente e no coração. Através do que você decide fazer a cada dia, você será um bom homem ou não. (...)

Conde Tiberias
(...) Só se vive um momento se ainda se estiver vivo. (...)

Rei Baldwin
(...) Quando eu tinha 16 anos, eu tive uma grande vitória e senti que naquele momento que chegaria aos 100 anos, agora sei que não chegarei aos 30.
Nenhum de nós escolhe o fim na verdade. Um Rei pode induzir um homem. Um pai pode assumir um filho. Mas lembre-se, mesmo se aqueles que o induzirem forem Reis ou homens de poder, sua alma pertence apenas a você e quando estiver perante Deus, você poderá até dizer, “Outros me disseram para fazer isto” ou dizer que a virtude não era conveniente no momento”, no entanto, isso não será o suficiente. (...)

Balian de Ibelin para Princesa Sybilla, quando ele perfurava poços artesianos junto com seu povo.
(...) É a minha terra! Quem seria eu se não tentasse torna-la melhor? (...)

Balian de Ibelin
(...) Cabe a todos nós, defender Jerusalém e nós fizemos nossos preparativos da melhor forma possível.
Nenhum de nós tirou essa cidade dos mulçumanos. Nenhum mulçumano que vem no grande exército contra nós, havia nascido quando essa cidade foi perdida.
Nós lutamos por uma ofensa que não começamos contra aqueles que não estavam vivos para serem ofendidos.
O que é Jerusalém? Seu lugar santo fica sob o templo Judeu que os Romanos destruíram. Os lugares de adoração dos mulçumanos também estão aqui.
Qual é o mais santo? O muro? A mesquita? O Sepulcro? Quem tem direito? Ninguém tem direito... todos têm direito.
Nós defendemos essa cidade, não para proteger as pedras, mas para proteger o povo que vive entre os muros. (...)

Ordenação como cavaleiro
(...) Encare sem medo a face dos seus inimigos. Seja bravo e honrado, para que Deus possa amá-lo. Fale a verdade sempre, mesmo que isso o leve a morte. Proteja os indefesos e não cometa erros.

31.12.05

Magia Wiccan

Dali
DOM WICCANO

1) DOM DE CURAR (mãos/corpo) - Tristezas, desânimos, mágoas, saúde etc.
2) DOM DE FALAR LÍNGUAS (boca) - Falar a língua dos jovens e velhos, mulheres e homens, ricos e pobres, maldosos e bondosos, saudáveis e doentes, porque a Bruxa já venceu o demônio chamado "preconceito".
3) DOM DO CONHECIMENTO (mente) - Porque a Bruxa estuda atentamente, incansavelmente todas as artes, todas as ciências que puder, para assim estar apta a ajudar sempre e cada vez melhor todo aquele que dela precisar.
4) DOM DA ALEGRIA (sentir) - Que independe da dor, da pobreza, da incompreensão e de qualquer outra energia desarmônica. Porque a Bruxa sabe, aprendeu com a Natureza, mais precisamente com as fadas que, a vida é por si só é celebração e que a evolução espiritual depende da alegria. O prazer de viver. É o prazer que eleva não a dor.
5) DOM DA CLARIAUDIÊNCIA (ouvidos) - Escutar, todos os que não são surdos escutam, mas ouvir nem todos ouvem, pois para ouvir é preciso estar no aqui/agora, estar presente, aberta de mente e alma, mergulhar no som das palavras e sentir cada vibração, perceber cada entonação. É preciso em verdade... Estar disponível... A Bruxa tem o dom de ouvir claramente é clariaudiente.
6) INTUIÇÃO (nariz) - Figuradamente, o mesmo que cheirar no ar, farejar... A intuição é o resultado do desenvolvimento mental (estudos e meditação), resultado de saber ouvir, não é algo aleatório que alguns nascem com outros não, mas como todos os outros dons são desenvolvidos com esforço e constância. (certo é que, algumas Bruxas já os desenvolveram em vidas passadas, e nessa trabalham em prol de seu aperfeiçoamento).
7) CLARIVIDÊNCIA (olhos) - Ver claramente, esse dom, se explica por si só, mas alguma palavra nunca é demais... A clarividência é o resultado da atenção, do conhecimento, da disponibilidade e do entendimento.
8) DOM DO AMOR (corpo/alma) - Deixei esse por último porque ele é a somatória dos outros sete dons, o amor é o que move a Bruxa, o amor pela Terra e por tudo o que ela contém. Para a Bruxa TUDO é sagrado e amado!
Autor Desconhecido

UM PEDIDO AO DEUS E À DEUSA

Eu, como sacerdote/sacerdotisa, bruxo (a) e filho (a) do Deus e da Deusa, decidi hoje:
Caminhar sobre a terra com passos leves,
buscando o equilíbrio em todas as coisas.
Buscar a integridade e agir com consciência.
Agradecer pelas benções da vida
e manter o bom humor em todas as situações.
Olhar com amor para toda a criação.
Buscar a sabedoria e a orientação da Mãe Natureza.
Ser uma fonte de força e conforto
para a minha família e amigos.
Escolher curar em vez de ferir.
E me lembrar de que a escolha
de como agir ou reagir é sempre minha.

Adaptação do artigo “Walking Your Talk”,
De Dieanne Sylvan – Wicca Almanac


Lindo isso tudo, não?
O Dom, o Poder, o Equilíbrio e a Magia de simplesmente fazer e desejar o bem... O maior dos feitiços... O Amor.
Cada vez que me deparo com textos deste tipo sinto uma felicidade enorme, pois descubro que não estou sozinha...
Acho que estou encontrando o caminho de casa...

...E ainda exitem aqueles que dizem que as bruxas são más...

Bjs

27.12.05

Excluídos

Depois de 72 horas com uma dor de cabeça insuportável e a mais de 24 horas com uma febre que teima em não me deixar, resolvi sair da cama e ir caminhar um pouco. Quem sabe respirando outros ares ou mesmo o desgaste físico não fariam meu corpo reagir...

Fui para o centro comercial aqui da região... Minha cabeça parecia que queria partir-se ao meio... Eu não conseguia pensar em nada... Em nada mesmo...

Por onde eu estava caminhando, eu tinha que passar no meio de um grupo de vendedores ambulantes... Normalmente eu não passo no meio deles para evitar que tentem me “empurrar” coisas. Mas hoje eu não estava nem aí para isso e segui em frente. Quando eu já estava bem no meio deles, percebi que alguém se aproximou de mim e que falou algo que eu não entendi. Continuei andando e ele tornou a falar comigo, desta vez eu consegui entender o que ele dizia. Ele me perguntou se eu me incomodava em dar atenção a um aidético por um minuto.

No mesmo instante eu parei e olhei para o rosto dele. Ele usava uma máscara descartável (aquelas “de médico”...). Eu fiquei ali parada olhando nos olhos dele. Mas ele não podia ver os meus olhos por causa do óculos de sol.

Mesmo com a dor de cabeça, com o sol e o risco de “cair dura” por causa da fotofobia, eu tirei o óculos. Segurei na mão dele que tinha algumas coisas que ele parecia querer vender, olhei novamente dentro de seus olhos e disse:
- Não, eu não me incomodo em dar atenção a você. O que você deseja?

Ele baixou os olhos e ficou ali parado olhando para minha mão que estava sobre a dele e não dizia absolutamente nada.

Eu tornei a perguntar o que ele queria.
O ambulante tornou levantar seus olhos, quando então eu pude perceber que eles estavam cheios de lágrimas e ele disse:
Eh... Estou vendo que a senhora não se incomoda mesmo em dar atenção a mim.
Então eu perguntei: - E por que eu me incomodaria?
Ele não disse o por que... Mas afastou-se e disse:
- A senhora tem luz nos olhos e no coração... Que Deus lhe abençoe!
E eu pensei comigo: ...Se ele soubesse a minha relação com o Deus...
Ele continuou se afastando e dizendo aquelas coisas cada vez mais alto como se quisesse que todos ali escutassem.
Eu sorri para ele e continuei a caminhar.

Até agora estou pensando naquele homem... Não só nele, mas nas pessoas que são excluídas ou mesmo repelidas pela ignorância da nossa sociedade hipócrita e demagoga.


Bjs

11.12.05

Um mundo mais simples

Hoje, mais uma vez um diálogo com o Biel me vez parar para pensar, como poderíamos viver em harmonia com outros seres, se todos tivessem a forma simples de ver as coisas como as crianças... Sem possessão e/ou sem egoísmo.

Hoje a tarde eu estava no PC “as brigas” com os códigos e não percebi quando o Biel se aproximou e me pegou de surpresa com a pergunta:

- Mãe, você sabia que pai e mãe se separa?
Levei alguns segundos pra me recobrar do susto pelo silêncio quebrado, me desligar dos códigos e entender o que ele falava, então eu disse:
- Sim, eu sei... e...?
Ele então continuou:
- Você sabe que quando o pai e a mãe se separam eles não dormem na mesma cama?
- Sim Biel eu sei...

Comecei a tentar imaginar onde ele iria chegar... e se tratando do Biel, eu já podia contar que não seriam as duas únicas perguntas.

Ele fez uma pausa, rondou pelo quarto, sentou-se na cama, sorriu meio desconsertado, pois percebeu que eu o observava e aguardava que ele continuasse. Fiz sinal com os olhos como de costume quando quero dizer que “permito” alguma coisa. Mesmo com seus cinco aninhos... ele já conhece bem o meu olhar e o meu semblante e se sentiu a vontade para continuar.

-Mãe... e você sabe que quando o pai e a mãe se separam que o pai vai embora?
Eu sorri como me é peculiar e respondi que sabia sim e perguntei o porquê ele estava fazendo tais perguntas. Ele não respondeu, ficou calado por alguns segundos como se estivesse pensando ou mesmo tentando se lembrar de algo...

Então perguntou: -O pai quando vai embora arruma outra mãe e a mãe quando o pai vai embora arruma outro pai, não é?
Pensei comigo... Que rolo... mas deu pra entender... e respondi:
-Biel... Quando os pais e as mães se separam é porque não querem mais ficar juntos ou dormir juntos e eles devem sim conhecer outras pessoas pra viver com eles ou mesmo só pra namorar... eu acho isso legal.

Ele parou me olhou dentro dos olhos e disse: - Se meu pai não dorme mais aqui com você... Então ele tem que ir embora e arrumar outra mãe, não é?
Eu sorri mais uma vez e respondi: - Sim Biel, ele deveria sim arrumar outra pessoa pra viver com ele.

Ele continuava a me olhar nos olhos, mas dessa vez fui eu que fiz a pergunta:
-Biel... e eu... quando seu pai for embora o que eu devo fazer?
Ele não tirava seus olhinhos dos meus e disse sem piscar ou mesmo sem pensar:
Ah mãe... você vai arrumar outro pai né?! E saiu para continuar brincando...

Eu continuei ali parada e pensando como é simples, como poderia ser tão simples se todos continuássemos a ser criança.


Bjs

20.11.05

Prometa e cumpra

"Prometa e cumpra. Pronto: você acaba de se tornar a única lâmpada acesa na escuridão do mundo. E a mais desejada, adorada e... cara."

Frase de Bill Bixby, ator. O texto abaixo é de Aldo Novak.

Todas as vezes nas quais dizemos algo, estamos fazendo um juramento. Não importa se temos alguma consciência disso. Não importa se quem escuta não tem interesse no que dizemos. Ainda assim, cada palavra que parte de nós, é um juramento. Um pacto.

Talvez por isso, mais do que qualquer outra coisa, os Cavaleiros da Távola Redonda, prezavam tanto a palavra. Talvez por isso, os maiores heróis que conhecemos, na vida real ou na ficção, sejam aqueles que prezam sua palavra e, com freqüência, enfrentam a dor e o peso de sofrer para manter essa palavra. Aqueles para os quais o conceito de honra vai muito além da abstração literária.

Não importa se a Távola existiu ou não. Nem importa se o Rei Arthur faz parte da história ou somente da lenda. O que importa, pense comigo, é que as estórias ficcionais, mesmo aquelas travestidas de fatos históricos, refletem com força avassaladora aquelas raízes profundamente incrustadas em nossa mente, que nos causam admiração e respeito. Por isso, a força da palavra é tão respeitada e desejada por nós, mesmo que pouco praticada.

Todos os grandes heróis da ficção são pessoas de palavra. Por isso os admiramos. Sabemos que podemos confiar neles. Mesmo quando falham sabemos, no nosso íntimo, que em nenhum momento eles esqueceram o que disseram. Sabemos que, grande parte do tempo, eles mantiveram suas promessas na mente e agiram, sem nenhuma dúvida, com base nessas promessas, não nas facilidades de ocasião.

Superman, e a palavra que deu para defender a Terra; Zorro, e a palavra que deu em defender a justiça; Luke Skywalker, e a palavra que deu em defender a galáxia da opressão. Todos eles são heróis de ficção, mas de onde nasce a ficção? Do nada?

A ficção sempre nasce do fogo que existe em nossos corações e mentes, sendo somente o reflexo da mais essencial realidade. A ficção sempre nasce da realidade, tornando-se uma forma ímpar de transferir para milhões de pessoas uma série de conceitos essenciais para a vida, mesmo que abstratos, sem que a mensagem seja bloqueada por nossos filtros de "lógica", geralmente confusos e incoerentes.

As mais admiráveis histórias são aquelas que têm, do começo ao fim, alguém que diz o que fará e faz o que disse que faria. Por que "Romeu & Julieta" é uma das histórias de amor que resiste ao tempo? Porque os dois agiram de acordo com suas palavras. Independente do final trágico, no fundo cada um de nós gostaria de ter a seu lado alguém que diz coisas nas quais podemos confiar cegamente, como Romeu podia confiar em Julieta; como Julieta podia confiar em Romeu.

Cada um de nós gostaria de ter pessoas à sua volta, que tivessem um total comprometimento com a própria palavra dada.

Mas quantos de nós oferecem o mesmo? Quantos de nós estão comprometidos com as palavras ditas. Você está? As dez pessoas mais importantes da sua vida podem confiar cegamente na sua palavra? Responda em silêncio. A resposta pode doer.

Sim, eu sei que quando fazemos isso, abrimos mão de escudos. Nos tornamos passíveis de errar. Podemos, até mesmo, descobrir que somos os heróis da história, e a outra pessoa, a vilã. Pode ser.

Ainda assim, liste ao menos 1 pessoa para a qual você jamais, nunca romperia a palavra e diria sempre a verdade absoluta. Escolha essa pessoa com cuidado, usando a razão e o coração. Ofereça à essa pessoa a honra de poder confiar em você cegamente. E cumpra suas promessas.

Minha sugestão, é a de que essa primeira pessoa seja você mesmo.

Que cada palavra e promessa que você fizer ao homem ou mulher que aparece diante do seu espelho, toda manhã, seja cumprida ao pé da letra. Doa o quanto doer. Ganhe a confiança dessa pessoa. Olhe-a nos olhos. Agradeça aos deuses do Olimpo por ela existir. E ofereça a sua confiança nela, e sua palavra de honra que cumprirá todas as promessas ditas ou não ditas.

Sim, a palavra pode ser sonora ou apenas indicada. Cumpra toda promessa, mesmo aquelas que não foram ditas.

O risco da dor é o preço pago pela busca do amor - mesmo do amor por si próprio.

Minha sugestão, é a de que a segunda pessoa seja aquela que divide com você a existência. Deixo em aberto o significado disso, já que pode ser uma esposa/marido, namorada/namorado ou simplesmente um amigo/amiga.

Se você falhar (e todos podemos falhar, seja na ficção ou realidade), faça como os heróis fazem. Desculpe-se. Reflita e dobre seu nível de comprometimento. Sempre que quebramos a palavra com alguém, temos que pagar o preço de reconquistar sua confiança. Pode demorar, especialmente se você quebrou a palavra para com seu espelho. Mas vale a pena ter alguém com quem você pode ser 100% franco.

Quando você pode confiar naquilo que diz para si mesmo, fica muito mais fácil oferecer essa mesma confiança e comprometimento para outra pessoa. E quando começamos a fazer isso, em um mundo no qual a maioria das pessoas diz o que não pensa, faz o que não quer e esquece tudo o que disse quando é conveniente, nos tornamos essenciais no tecido da vida da outra pessoa. O compromisso com a verdade e com a palavra é tão raro, que a maioria das pessoas nem acha que isso é possível. E, quem promete muito para poucos, e cumpre suas promessas, pode muito bem se transformar em um herói da vida real.

Não que haja qualquer importância em ser um herói. A importância está em ser alguém em quem outro alguém pode confiar cegamente. A importância está em ter alguém em quem se possa confiar cegamente. Não prometa tudo para todos. Somente para alguns. Se você tiver apenas 10 pessoas que possam confiar cegamente em todas as suas promessas, você já estará acima dos bilhões de pessoas que habitam esse planeta. Escolha essas pessoas com cuidado e, se elas não fizerem o mesmo por você, tire-as de sua lista e escolha alguém em quem possa confiar.

Como disse Bill Bixby, "Prometa e cumpra. Pronto: você acaba de se tornar a única lâmpada acesa na escuridão do mundo. E a mais desejada, adorada e... cara."

Prometa pouco para muitos, e muito para poucos. Os poucos que podem confiar cegamente em você. Feito isso, o mundo todo torna-se muito mais simples. Muito mais confortável. Muito mais alegre. E muito mais seu.

Aldo Novak
Diretor da Academia Novak do Brasil

25.10.05

Quem....

Estamos chegando ao limite. A vergonha já tinha acabado. Mas, agora acabou o medo. A lei esta protegendo o crime. Não é possível que não haja uma instituição nacional que possa impedir esta, como direi, esta emporcalhada imundice, esta homenagem ao crime.

Estão dando bofetadas na sociedade e ninguém reage? A opinião pública vai continuar a apanhar na cara e ninguém nos protege?

Estão provando que o crime compensa. Alguém tem de impedir o fim da lei no Brasil. Quem? O Ministério Público, o Supremo Tribunal Federal? Quem? Tem de haver uma intervenção em Rondônia. Mas quem vai intervir? A Saúde Pública? O departamento de águas e esgotos? Os limpadores de fossa?

Ah!!! Talvez o Governo Federal pudesse intervir, mas o governo Lula está sem tempo, está tentando impedir investigações nas CPIs. Talvez a ONU, quem sabe, Alá! Isso, Deus...

Quem? Quem pode intervir? Quem?
Arnaldo Jabour
Em 22 de outubro de 2005
Jornal Nacional/Rede Globo

13.10.05

Direito da Criança

Estamos na semana da criança e eu não consideraria mais que um dia de “festa” da indústria/comércio e poderia até deixar passar em branco, se não fosse por um detalhe: As crianças.

Um pouco de História...

História do Dia da Criança no Brasil:
A iniciativa de criar um dia especialmente dedicado às crianças foi do deputado federal Galdino do Valle Filho, ainda na década de 1920. Depois de aprovada pelos deputados, o 12 de outubro foi oficializado como Dia da Criança pelo presidente Arthur Bernardes, por meio do decreto nº 4867, de 5 de novembro de 1924. Mas somente em 1960 quando a Fábrica de Brinquedos Estrela fez uma promoção conjunta com a Johnson & Johnson para lançar a "Semana do Bebê Robusto" é que a data passou a ser comemorada. Logo depois, outras empresas decidiram criar a Semana da Criança, como meio de aumentar as vendas. No ano seguinte, os fabricantes de brinquedos decidiram escolher um único dia para a promoção e "ressuscitaram" o antigo decreto. A partir daí, o 12 de outubro se transformou em uma das datas mais importantes do ano para o setor de brinquedos.


Pois bem, eu poderia, deveria e até queria dizer tudo o que penso, mas após buscar e organizar as imagens que seguem neste post, não consigo escrever mais que este esclarecimento. São palavras que estão me faltando? Não, elas nunca me faltam... Porém, a angústia, as lágrimas e a revolta me pedem silêncio para deixar que as imagens falem por si só.

Abaixo segue a Declaração dos Direitos da Criança (ONU), com algumas imagens que eu encontrei com ferramentas normais de busca na internet. As mesmas apenas foram redimensionadas e organizadas para ilustrar o post e não sofreram nenhum tipo de edição gráfica, além da colocação de trajas, para preservar a imagem das crianças, como rege no Estatuto da Criança e do Adolescente.

Gostaria de alertar que em momento algum estou fazendo críticas a Declaração dos Direitos das Crianças ou mesmo ao Estatuto da Criança e do Adolescente, pois sei que apesar de tudo, existem muitas pessoas pelo mundo, tentando fazer com que os Princípios sejam cumpridos... Mas essa é a minha forma de não deixar passar em branco.

Bjs

ATENÇÃO!!! Algumas imagens neste post são fortes e não devem ser vistas por crianças ou por pessoas sensíveis.
DECLARAÇÃO DOS DIRETOS DA CRIANÇA – ONU
PRINCÍPIO 1º
Toda criança será beneficiada por esses direitos, sem nenhuma discriminação por raça, cor, sexo, língua, religião, país de origem, classe social ou riqueza. Toda e qualquer criança do mundo deve ter seus direitos respeitados.

PRINCÍPIO 2º
Toda criança tem direito a proteção especial, e a todas as facilidades e oportunidades para se desenvolver plenamente, com liberdade e dignidade.

PRINCÍPIO 3º
Desde o dia em que nasce, toda criança tem direito a um nome e uma nacionalidade, ou seja, ser cidadão de um país.

PRINCÍPIO 4º
As crianças têm direito à crescer com saúde. Para isso, as futuras mamães também têm direito a cuidados especiais, para que seus filhos possam nascer saudáveis.
Toda criança também têm direito a alimentação, habitação, recreação e assistência médica.

PRINCÍPIO 5º
Crianças com deficiência física ou mental devem receber educação e cuidados especiais. Porque elas merecem respeito como qualquer criança.

PRINCÍPIO 6º
Toda criança deve crescer em um ambiente de amor, segurança e compreensão. As crianças devem ser criadas sob o cuidado dos pais, e as pequenas jamais deverão separar-se da mãe, a menos que seja necessário.

O governo e a sociedade têm a obrigação de fornecer cuidados especiais para as crianças que não têm família nem dinheiro para viver decentemente.

PRINCÍPIO 7º
Toda criança tem direito de receber educação primária gratuita, e também de qualidade, para que possa ter oportunidades iguais para desenvolver suas habilidades.
E como brincar também é um jeito gostoso de aprender, as crianças também têm todo o direito de brincar e se divertir.

PRINCÍPIO 8º
Seja em uma emergência ou acidente, ou em qualquer outro caso, a criança deverá ser a primeira a receber proteção e socorro dos adultos.

PRINCÍPIO 9º
Nenhuma criança deverá sofrer por pouco caso dos responsáveis ou do governo, nem por crueldade e exploração.
Nenhuma criança deverá trabalhar antes da idade mínima, nem será levada a fazer atividades que prejudiquem sua saúde, educação e desenvolvimento.

PRINCÍPIO 10º
A criança deverá ser protegida contra qualquer tipo de preconceito, seja de raça, religião ou posição social. Toda criança deverá crescer em um ambiente de compreensão, tolerância e amizade, de paz e de fraternidade universal.

ATENÇÃO!!! Este vídeo contém imagens fortes é desaconselhável a crianças e/ou pessoas sensíveis.

Música: Paciência - Lenine


Declaração dos Direitos da Criança
http://www.onu-brasil.org.br/

Imagens
http://www.google.com.br/
(Buscar por: fome, miséria, violência, drogas, cheirar cola, soldados do tráfico, trabalho infantil, morador de rua, aborto, gravidez, vítimas, guerra, prostituição, prostituição infantil, pedofilia, criança).

11.10.05

A Mentira do Desarmamento


A maior desgraça para o homem é trair sua própria consciência pela omissão.

Não posso quedar silente sobre o abominável Referendo do Desarmamento que acontecerá no próximo dia 23 de outubro, quando cada brasileiro, por meio do voto, aprovará ou não a proibição da venda de armas de fogo e munições no Brasil.

Com a experiência adquirida no decorrer de algumas dezenas de anos, no cargo de Juiz de Direito, com atuação na área criminal, penso que tenho o dever de alertar o eleitor brasileiro para o engodo, a hipocrisia de certos políticos e da própria mídia brasileira, tentando passar ao povo a falsa idéia de que: “proibida a venda de armas” não mais se cometerá crimes. Nada mais irreal, mentalidade retrógrada atribuir-se às armas o aumento da criminalidade. Não lembro de ter condenado alguém pela prática de crime com arma de fogo legalizada e, segundo a estatística, não chega a um por cento do cidadão brasileiro autorizado a portar arma de fogo. Há que se concluir, portanto, que o bandido não compra armas em lojas, nem pode comprá-las por não preencher os requisitos legais. Tanto que as armas utilizadas pelo bandido, principalmente em centros urbanos maiores, são de uso proibido, porque de uso exclusivo das Forças Armadas, como, por exemplo, metralhadora, fuzil AR15, granada, pistola 9mm, e tantas outras. De outro lado, poucos são os brasileiros honestos que conseguem comprar armas legalmente, justamente em razão das exigências e da burocracia previstas em lei, aliadas ao fato de que não é pequeno o custo de uma arma e das altas taxas cobradas pelo governo. Já ouvi alguns políticos afirmarem que são favoráveis ao desarmamento porque a maioria das armas utilizadas pelos bandidos é furtada. Argumento absurdo, eis que a maioria das armas é contrabandeada, ou de uso exclusivo das Forças Armadas. Na hipótese de ser verdadeira tal afirmação, apenas para argumentar, cabe ao aparato policial atuar fortemente no combate ao contrabando, ao roubo e ao furto de armas, apreendendo-as e devolvendo-as aos seus legítimos proprietários, prendendo o bandido, que é quem deve ser desarmado.

Em verdade, quem efetivamente mata não é a arma: é o bandido. E quem mata muito mais que o bandido, por incrível que pareça, é o motorista, que sequer possui arma, utilizando-se do automóvel, principalmente a motocicleta, que estão não só matando nossos jovens, pais e esposas, mas deixando-os paraplégicos ou tetraplégicos, acarretando vultosa despesa para o governo com tratamentos médico-hospitalar e fisioterápico. O índice de mortalidade e aleijão por arma de fogo de uso permitido e legalizada em relação ao automóvel e à motocicleta é nenhuma. Aliás, o veículo automotor é uma constante arma engatilhada contra a cabeça de seus ocupantes e é considerado a terceira maior causa de mortes, só perdendo para o câncer e o enfarte, principalmente a motocicleta por não preencher nenhum dos requisitos exigidos pelo Código de Trânsito Brasileiro para circular pelas nossas rodovias. Com um detalhe que foge a todos: para adquirir a carteira de habilitação, o motorista necessita ter apenas 18 anos de idade, enquanto que, para a compra de uma arma, a idade não pode ser inferior a 25 anos. Com outra diferença, o cidadão que mata, por motivo fútil, utilizando-se de arma de fogo, é condenado à pena mínima de 12 (doze) anos de reclusão, enquanto, ao motorista infrator, a pena mínima é de apenas 1(um) ano de detenção. Matar por matar, então por que não proibir referidos veículos? Retrocederíamos à era da charrete e do cavalo.

Não tenho dúvidas de que o desarmamento fará o homem retroceder à era do “homem da pedra lascada”, porque passará a fazer uso da faca, do punhal, da espada, do arco e flecha, da lança e por aí em diante, assombrando a todos, porquanto os bandidos continuarão usando armas de fogo. Ao trabalhador restará o consolo de rezar e pedir ao bandido que lhe poupe a vida, pois a polícia jamais poderá estar em todos os lugares ao mesmo tempo, entregando a tão almejada proteção. O índice de criminalidade crescerá, conforme se tem verificado nos países que optaram por essa insensatez. Vejo o Estatuto do Desarmamento como uma verdadeira falta de bom senso, completamente fora da realidade nacional, porque criado justamente num momento crítico em que a escalada do crime assola o País e assusta o povo.

Na realidade, o ser humano sempre precisou usar armas, seja de fogo ou arma branca, para sua proteção, de sua família e de seu patrimônio. Por isso, o homem de bem tem o direito, sim, à legítima defesa própria e de terceiros.

Assim é que, desde as mais antigas civilizações, o homem precisou de armas, não só para defender-se de outro homem, ou de ataques externos, mas também para defender-se de animais, e para caçar, garantindo, assim, a sua sobrevivência.

É uma idiotice pensar que as fábricas brasileiras deixarão de fabricar armas. Continuarão fabricando e vendendo para o exterior, e, o que é pior, retornarão ao Brasil por vias ilegais, sem o pagamento de impostos, e continuarão nas mãos dos bandidos. Observa-se que o Estatuto do Desarmamento (Lei n. 10.826, de 22-12-03) não proibiu a fabricação de armas, mas tão-somente a venda.

Aos brasileiros honestos vai o meu conselho: não abram mão do direito de possuir uma arma para a sua defesa, de seus familiares e proteção do seu patrimônio, pois não é desarmando o trabalhador que reinará a paz nas ruas.

Ao contrário, o bandido continuará armado, invadindo estabelecimentos comerciais, propriedades rurais e residências, como, aliás, já vem ocorrendo, e por certo ocorrerá com maior freqüência, com o cidadão desarmado, espalhando pânico entre a população ordeira.

Pense muito bem, reflita o mais que puder, pois a sua decisão, votando pelo desarmamento, será irreversível. Você, seu filho, seu neto, enfim, seus descendentes, jamais poderão adquirir uma arma para se defender.

Tenho a consciência do dever cumprido, e nada mais oportuno invocar o pensamento do escritor francês Anatole France, por se amoldar perfeitamente sobre a barbaridade que se está querendo impor ao brasileiro honesto e ordeiro:

“Se cinqüenta milhões de pessoas fazem uma grande besteira, não será por isso que ela deixará de ser uma grande besteira” (1844-1924).

E o bandido agradecerá o desarmamento.

Rui Fortes
Desembargador do Tribunal de Justiça de Santa Catarina
Fonte: www.amebrasil.com.br

2.10.05

O Revorve do Tropeiro

Ai ai ai... Essa eu não poderia meeeeesmo deixar de colocar aqui no blog. A comunidade Rockeira que me perdoe, mas esta será a minha música do mês...

Bjs e bom divertimento pro cs!
Seu Delegado eu vim trazer meu revorvinho,
Que eu ganhei do meu padrinho
Quando me tornei rapaz.
Há 30 anos mora na minha cintura,
Escorando a lida dura
De tropero e capataz.

Com esse revórve nessas volta do destino
Já salvou muito teatino de apanhar sem merecer,
Botou respeito sem precisar falar grosso,
Com ele muito arvoroço Não deixei acontecer.

Mas deu no rádio
Que ninguém pode andar armado,
E no rumo do povoado
Eu vim tirando a conclusão,
Que eu fiquei louco ou
não entendi a notícia,
Pois pensei que a polícia
Desarmava era ladrão.

"Ô mundo véio, que tá virado,
Seu Delegado, preste atenção:
Vê se devorve o revórve do tropero,
Vai desarmar desordeiro
E deixe em paz o cidadão!"

Seu delegado, se um ladrão bater na porta
Devo fugir pela outra?
Me "arresponde", sim senhor!
E se um safado me desrespeitar uma filha,
Quem vai defender a família
Do homem trabalhador?

É muito fácil desarmar quem é direito,
Quem tem nome e tem respeito,
Documento e profissão,
Muito mais fácil que desarmar vagabundo,
Desses que anda pelo mundo
Fazendo mal-criação.

Pra bagunceiro
O País tá encomendado,
povo tá "desdomado"
E quem manda faz que não vê,
Nosso governo,
Quem tem que prender não prende,
Não vigia, não defende
Nem deixa se defender!

"Ô mundo véio, que tá virado,
Seu Delegado, preste atenção:
Vê se devorve o revorve do tropero,
Vai desarmar desordeiro
E deixe em paz o cidadão!"


Piriska Grecco
Letra enviada por Mad Max, via e-mail aos "Indeletáveis OC Team"

28.9.05

Aprenda a chamar a polícia...


Falando em desarmamento...

Eu tenho o sono muito leve, e numa noite dessas notei que havia alguém andando sorrateiramente no quintal de casa.

Levantei em silêncio e fiquei acompanhando os leves ruídos que vinham la de fora, até ver uma silhueta passando pela janela do banheiro.

Como minha casa era muito segura, com grades nas janelas e trancas internas nas portas, não fiquei muito preocupado, mas era claro que eu não ia deixar um ladrão ali, espiando tranquilamente.

Liguei baixinho para a polícia e informei a situação e o meu endereço.

Perguntaram-me se o ladrão estava armado ou se já estava no interior da casa. Esclareci que não e disseram-me que não havia nenhuma viatura por perto para ajudar, mas que iriam mandar alguém assim que fosse possível.

Um minuto depois liguei de novo e disse com a voz calma:
- Oi, eu liguei há pouco porque tinha alguém no meu quintal. Não precisa mais ter pressa. Eu já matei o ladrão com um tiro da escopeta calibre 12 que tenho guardada em casa para estas situações. O tiro fez um estrago danado no cara!
Passados menos de três minutos, estavam na minha rua cinco carros da polícia, um helicóptero, uma unidade do resgate , uma equipe de TV e a turma dos direitos humanos, que não perderiam isso por nada neste mundo.

Eles prenderam o ladrão em flagrante, que ficava olhando tudo com cara de assombrado. Talvez ele estivesse pensando que aquela era a casa do Comandante da Polícia.

No meio do tumulto, um tenente se aproximou de mim e disse:
- Pensei que tivesse dito que tinha matado o ladrão.
Eu respondi:
- Pensei que tivesse dito que não havia ninguém disponível.

Luís Fernando Veríssimo

Enviada por Luciano D. Frugoni por e-mail

22.9.05

Empurrem sua vaquinha...



Um sábio passeava na floresta com seu discípulo. Avistou uma casinha pobre, aos pedaços. Nela moravam um casal e três filhos – todos mal vestidos, sujos, magros e aparentando subnutrição.
O sábio pergunta ao pai da família:
- Como vocês sobrevivem? Não vejo horta alguma. Não vejo plantação alguma. Não vejo animais.

O pai respondeu:
- Nós temos uma vaquinha que nos dá alguns litros de leite por dia. Uma parte nós tomamos e a outra nós trocamos na cidade vizinha por alimentos e roupas e assim vamos vivendo...

O sábio agradeceu e saiu novamente pelo caminho. Logo em seguida, o sábio avistou uma vaquinha e ordenou ao seu discípulo:
- Puxe aquela vaquinha até o precipício e a empurre abaixo!

Mesmo sem compreender a ordem o discípulo a cumpriu e empurrou a vaquinha no precipício e ficou pensando na maldade do sábio em mandar matar a única fonte de subsistência daquela família. Aquilo não saiu da cabeça do discípulo por muitos anos.

Alguns anos depois, passando pela mesma região, o lembrou-se daquela família e do episódio da vaquinha. Resolveu voltar àquela casinha e ... Surpresa!!! No lugar da pobre casinha havia uma bela casa. Um pomar ao redor. Várias cabeças de gado. Um trator novo. Na porta da casa avistou o mesmo pai – agora bem vestido, limpo e saudável. Logo apareceram a mulher e os três filhos – todos bonitos e aparentando saúde e felicidade.

Quando o discípulo perguntou a razão de tanta mudança nesses últimos anos, o pai da família respondeu:
- A gente tinha uma vaquinha que caiu no precipício e morreu. Sem a vaquinha a gente teve que se virar e fazer outras coisas que nunca tínhamos feito. Começamos a plantar, criar animais, usar a nossa cabeça para sobreviver e daí a gente viu que era capaz de fazer coisas que nunca tínhamos imaginado e de conseguir coisas que a gente achava impossível porque nunca tínhamos tentado fazer. Sem a vaquinha, fomos a luta e só tínhamos essa alternativa – lutar para vencer.

Em muitos casos, será que não estamos esperando empurrarem a nossa vaquinha para prosperarmos em nossa vida?

Autor Desconhecido

17.9.05

Eu tive um sonho...


Por: Luciano Carvalho

Estamos no ano de 2015. Eliana, uma jovem engenheira, mantém uma entrevista com Jonas, engenheiro-sênior, uma lenda viva em sua especialidade. Eliana apesar de jovem, foi graduada por uma das melhores escolas de engenharia do mundo - o ensino de sua época tornou-se globalizado - possui ainda, título de mestre em síntese de materiais e de doutorado na mesma área. Tudo que ela esperava era por uma oportunidade de trabalhar em seu campo de especialização, colocando em prática o embasamento teórico, conseguido através de investimentos pessoais bastantes relevantes.

Sabedora de suas qualificações, ela acreditava que conseguir este trabalho, era uma tarefa com grande probabilidade de êxito. Sentia-se particularmente satisfeita em poder trabalhar com Jonas, seu ex-professor e mentor. Esta convivência anterior permitiu fluir de ambos uma sinergia imediata.

O olhar de Jonas, como para uma filha, era de admiração por sua ex-aluna, ainda porque, Eliana era filha de Marcos, um colega de trabalho e amigo, que resolvera dar volta ao mundo a bordo de um veleiro e viver por tempo indeterminado deste modo.

Ao ver aquela menina dissertar sobre teorias, sobre seus descobrimentos, sobre o seu encantamento geral, o fez relembrar do seu próprio deslumbramento, de quando ainda era jovem e havia ingressado aqui na organização. Mas algo que ela disse, particularmente prendeu a atenção de Jonas, quebrou-se de momento a barreira do tempo, fazendo-o voltar ao passado e reviver os momentos iniciais de sua vida profissional.

Eliana havia comentado que seu pai, mesmo sendo um grande entusiasta do próprio trabalho, não teria passado para ela a exata sensação do que isto representava, mais, o que era a instituição. Ela dissertava sobre a empresa e suas instalações impecáveis, sobre a divisão organizacional inovadora, sobre a tecnologia de ponta utilizada, sobre a produtividade e motivação de todos.

Enfatizou a atenção que a organização dedicava as pessoas, estando isto impresso física e culturalmente em tudo. Também sobre o modo de como foi recepcionada pelos profissionais, alguns velhos conhecidos de seu pai e outros não. Parecia haver uma cumplicidade de todos para que ela se sentisse parte deste todo.

Jonas ouvia muito atentamente o que lhe era narrado, e, num universo paralelo reviu todo o processo que levou a organização à este estado sinérgico atual. Lembrou que tudo nem sempre foi assim. No início a empresa muito jovem ainda, como a maioria das pessoas que nela trabalhavam, carecia de experiência e transbordava energia. Ela nascera e existia em função de um grande desafio tecnológico atrelado a um contrato vital.

O entusiasmo e o ego das pessoas, por sentirem-se competentes e capazes de sobreviver àquele desafio, às vezes, afastavam-nas de outras coisas tão quanto importantes dentro de uma organização social. Não que aquela visão imediatista estivesse certa ou errada, pode ser até que para o momento, fosse a única escolha, considerando o caráter de urgência e a incerteza intrínseca dos projetos.

Por que as pessoas conviviam de forma latente com pressões de variadas origens, o clima organizacional foi se tornando tenso, carregado de pequenos descontentamentos e decepções, fazendo com que elas se sentissem sozinhas e tivessem a percepção de que em última estância só poderiam contar consigo mesmas.
O que pode parecer ser inicialmente um contra-senso, graças a algumas perdas importantes, esta situação foi aos poucos sendo percebida pelas pessoas, que ao olharem para trás, perguntaram-se:

- O que estamos fazendo com as nossas vidas?
Por que este modo de vida, não fazia parte da expectativa inicial de ninguém.

Então porque não mudar? Então porque não empregar energia para reverter esta situação? Algumas respostas para estas perguntas foram: Por que não tenho tempo; por que não sou especialistas nisto; por que o problema não é meu, além do mais este estado faz parte deste tipo de negócio; por que pretendo mudar de emprego... Uma coleção de motivos rapidamente apareceu.

E até o despertar de todos, uma outra coleção se formou, a de perdas acumuladas. A situação ficou de certa forma insustentável. Por isso, reuniram-se pessoas em torno da busca por soluções para o problema. E ele foi sendo delineado e resolvido, ponto-a-ponto, fato-a-fato, dia-a-dia, como parte de um grande plano para o encontro com uma realização maior.

E o tempo passou, assim como desafios, contratempos e vitórias, mas pessoas e bons momentos ficaram na lembrança e na vida de todos. Estas pessoas pouco se aperceberam das mudanças, por que foi um processo evolutivo, por que foi pelo amadurecimento.

Graças a elas hoje existe esta realidade. Por que ousaram questionar, distinguir o que era verdadeiramente importante em suas vidas e partir em busca da realização de seus sonhos.

*Eu tive um sonho... Martin Luther King foi autor da frase, que deu o título a esta ficção

Realize sua própria experiência passo a passo:

1º Passo: Sozinho exercite sua opção sobre a visão do seu futuro.
Descreva sua visão ou faça uma simples lista daquilo que você gostaria de experimentar no futuro;
Descreva sua realidade atual ou faça uma simples lista daquilo que você não gosta ou não faz parte de sua visão de futuro;
Descreva um plano simples para atingir sua visão e eliminar aquilo que você prefere que não permaneça em sua realidade.
2º Passo: Repita o passo anterior, junto com os seus parceiros.
3º Passo: Compartilhe sua visão primeiro com as pessoas chaves, depois com as demais pessoas envolvidas.
4º Passo: Comprometa-se com sua visão e inicie sua jornada.
Lembrete: Aquilo que você percebe hoje, advêm de escolhas que você fez ontem, assim como amanhã você experimentará os frutos de suas escolhas atuais.

Eventuais obstáculos, como dádivas, existem somente para valorizar suas conquistas.
Luciano Carvalho
Consultor de Empresas
lucianofc@uol.com.br

16.9.05

O Falcão

O Falcão que caiu do Céu

Como um pássaro que cai ao chão
Jogo em teus braços minha vida
Que pra sempre me protegerão
Guiando-me à luz da saída

Queremos sempre amigos por perto
Que querem sempre o melhor para nós
Nos guiarão por esse caminho incerto
Mesmo que tenham que falar sem voz

Essa sincera verdade que pode machucar
Atormenta-me todo dia ao acordar
Sem esperança de um dia voltar
Vou te seguir sem nunca hesitar

Não tem mais suas asas para voar
Mas nessas estradas ainda pode caminhar
Não precisa ter medo de continuar
Parado, imóvel, ao seu lado sempre irei estar.

Altieres Rohr

7.9.05

Equipes Virtuais

O que é uma equipe virtual? O que a diferencia das outras equipes? Que competências são essenciais para atuarmos numa equipe virtual? Que conceitos e hábitos foram radicalmente transformados? O que permanece como nas outras equipes?

Virtual, etimologicamente, é " o que existe como faculdade porém sem exercício ou efeito atual". Virtual é quase real.

Entendemos como Empresa Virtual aquela que não precisa estar em lugar nenhum mas está em todos os lugares. As equipes virtuais transmitem e recebem informações entre locais distantes através do uso intensivo da Tecnologia da Informação.

O trabalho virtual muda profundamente hábitos arraigados de trabalho em equipe.

Uma equipe é definida como um grupo de pessoas que tem um objetivo comum. Para ter sucesso a equipe precisa ter coesão, dinamismo, comunicar-se bem e boa liderança.

O que trazem de novo as equipes virtuais?
A grande novidade das equipes virtuais é a mudança radical nos conceitos de espaço e tempo. Onde é minha mesa? Qual é minha sala? Onde estão meus colegas? Sento perto de quem? Qual é a cadeira do chefe? Quando vamos nos reunir? Quando precisamos dar a resposta? Quanto tempo temos para decidir? Quem fala primeiro? Todas essas inquietações vão por água abaixo nas equipes virtuais.

As equipes virtuais vivenciam a experiência de não estar fisicamente juntos no local de trabalho enquanto as tarefas são realizadas. Pode ser que as pessoas nunca cheguem a se conhecer pessoalmente.

Seja um trabalho rotineiro ou que exija criatividade, os esforços individuais aparecem espalhados geograficamente e nem sempre trazendo clareza do tamanho da equipe.

A velocidade de respostas surge como exigência de competências essenciais para o trabalho virtual. O gerundio. Tempo verbal muito usado para desculpas ("Estamos providenciando") agora precisa ser usado em tempo real.

Quando falamos em equipes virtuais podemos estar nos referindo ao relacionamento empresa-cliente, empresa-regionais, empresa-fornecedores/prestadores de serviço ou empresa-funcionários.

O trabalho virtual muitas vezes resgata um sonho antigo de trabalhar em casa, perseguido por alguns e rejeitado por outros.

No meu entender as equipes virtuais resgatam um hábito antigo das conversas, do diálogo fluido nem sempre eficaz nas famosas reuniões de trabalho e no cotidiano das paredes das organizações.

Compartilhar idéias ganha força real no mundo virtual.

No trabalho virtual a hierarquia perde força aparecendo em seu lugar a organização informal e seu impacto no cotidiano. O poder informal sempre teve influencia forte no desempenho das organizações e era mal utilizada. Nas equipes virtuais esse poder emerge das mais diferentes formas seja pelo senso de humor, pela espontaneidade, pela resposta imediata ou pela empatia na solução conjunta dos problemas.

A comunicação informal não escoa para as fofocas e nem se perde nos tijolos da empresa mas torna-se canalizada para o foco nos resultados.

Não há tempo para simpatias ou antipatias!

Parece que o mito dos Três Mosqueteiros :Um por todos ,todos por um, torna-se uma realidade, no mundo virtual , sem fronteiras e sem capa e espada...

Lúcia Guimarães Monteiro
Consultora em RH, Diretora da Visão Consultoria, MBA em Gestão Estratégica e
Especialista em Psicologia do Trabalho pela FGV-RJ.
luciagmonteiro@oi.com.br

12.8.05

Cortar o Tempo


Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial.

Industrializou a esperança fazendo-a funcionar no limite da exaustão.

Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos.

Ai entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez com outro número e outra vontade de acreditar que daqui para adiante vai ser diferente.



Carlos Drummond de Andrade

29.7.05

Prece

Senhor, a noite veio e a alma é vil.
Tanta foi a tormenta e a vontade!
Restam-nos hoje, no silêncio hostil,
O mar universal e a saudade.

Mas a chama, que a vida em nós criou,
Se ainda há vida ainda não é finda.
O frio morto em cinzas a ocultou:
A mão do vento pode erguê-la ainda.

Dá o sopro, a aragem - ou desgraça ou ânsia –
Com que a chama do esforço se remoça,
E outra vez conquistaremos a Distância
— Do mar ou outra, mas que seja nossa!
Fernando Pessoa

Até um dia "Donana"...
Bjs